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Por que o azeite arde na garganta? Entenda essa característica do azeite de qualidade

18 de ago.
2 min de leitura

Você já experimentou um bom azeite de oliva extravirgem e sentiu uma leve ardência na garganta?


Para algumas pessoas, essa sensação pode causar estranheza. Mas, na verdade, aquela pequena “picância” pode ser uma característica natural e desejável de um azeite de qualidade.


A responsável é a natureza


A sensação de ardência ou “picância” percebida principalmente no fundo da garganta está relacionada à presença de compostos fenólicos naturais do azeite de oliva, especialmente a oleocantal.


Esses compostos fazem parte da composição natural das azeitonas e estão entre as substâncias responsáveis por parte da atividade antioxidante associada ao azeite de oliva.


Por isso, aquela sensação levemente picante não significa necessariamente que o azeite esteja forte demais ou que tenha algum problema. Pelo contrário: pode ser um sinal da presença de compostos naturais característicos de um azeite extravirgem de boa qualidade.


Por que sentimos a ardência na garganta?


A picância costuma aparecer depois que o azeite é colocado na boca e degustado. Em alguns azeites, ela é mais discreta; em outros, pode ser bastante perceptível.


Isso acontece porque determinados compostos fenólicos interagem com receptores sensoriais presentes na região da boca e da garganta, produzindo uma sensação semelhante a uma pequena “queimação”.


É justamente essa característica que os degustadores de azeite observam ao avaliar o produto.


E quanto mais arder, melhor?


Não necessariamente.


Um azeite de qualidade apresenta equilíbrio entre aroma, sabor, amargor e picância. A intensidade dessas características pode variar conforme a variedade da azeitona, o ponto de maturação, o processo de extração e as condições de conservação.


Portanto, um azeite mais suave não é necessariamente inferior a um azeite mais picante. O importante é que apresente características sensoriais positivas, frescor e ausência de defeitos.


Ardência, amargor e sabor: não são a mesma coisa


Na degustação de um azeite extravirgem, é possível perceber diferentes sensações.


Amargor: geralmente percebido na língua, pode estar relacionado à presença de compostos fenólicos.


Picância: é aquela sensação de ardência que costuma aparecer principalmente na garganta.


Frutado: refere-se às características aromáticas e gustativas que lembram a própria azeitona e outros elementos vegetais.


Juntas, essas características ajudam a formar a personalidade de cada azeite.


Um detalhe que merece atenção


Os compostos fenólicos são substâncias naturais presentes em diversos alimentos de origem vegetal e possuem reconhecida atividade antioxidante. No azeite de oliva, eles contribuem para suas características sensoriais e para parte de suas propriedades antioxidantes.


Por isso, da próxima vez que você sentir aquela leve ardência ao degustar um azeite extravirgem, experimente não enxergá-la como um defeito.


Talvez você esteja percebendo, justamente, uma das expressões da própria natureza da azeitona.


Don Rogério: sabor que conta uma história


No Don Rogério, acreditamos que apreciar um bom azeite é também aprender a reconhecer suas características.


A picância, o amargor, o aroma e o sabor fazem parte de uma experiência que começa na oliveira e chega à mesa.


Porque um bom azeite não precisa apenas acompanhar a comida. Ele pode transformar a maneira como sentimos e apreciamos cada prato.


🌿 Don Rogério — o azeite da nossa terra, São Sepé – RS.


Experimente. Deguste. Sinta a natureza em cada gota.


 
 
 

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